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Elizama Paiva • 2 anos atrás

Senti falta do Poema Rio Tejo.

Os melhores poema de Fernando Pessoa Autopsicografia e Presságio.

Max HR • 3 anos atrás

Para ler a alma de Campos/Pessoa, obrigatório ler
Começa a haver meia-noite, e a haver sossego

Valdir do Computador • 2 anos atrás

Se, depois de eu morrer...

"Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas --- a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.
Sou fácil de definir."

Ana Marcia • 4 anos atrás

queria o Poema A Casa

Sonya • 4 anos atrás

Faltou Lisbon revisited

kailom • 4 anos atrás

você poderia diferenciar os heterônomos dele ficaria mais fácil para identificar...mas é linda a postagem parabéns....

Ana Marcia • 4 anos atrás

Gosto de Alberto Caieiro

Bruno • 4 anos atrás

Eu ia justamente dizer a mesma coisa.

Paulo Roberto Camara • 4 anos atrás

Lindas todas

Fabriccio Santos • 4 anos atrás

Mar Português também poderia estar na lista

Thaís Bartolomeu • 4 anos atrás

Também senti falta!

Karine Alves Ribeiro • 4 anos atrás

Sugiro ainda entre os melhores poemas de Fernando Pessoa os poemas: Análise e Hora Absurda.

Rinaldo Rodrigues • 4 anos atrás

Grande poeta, fazes falta e ao mesmo tempo, dissestes tudo !

Sil R Portinho • 5 anos atrás

Álvaro de Campos
Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa

Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa
Aquele homem mal vestido, pedinte por profissão que se lhe vê na cara
Que simpatiza comigo e eu simpatizo com ele;
E reciprocamente, num gesto largo, transbordante, dei-lhe tudo quanto tinha
(Excepto, naturalmente, o que estava na algibeira onde trago mais dinheiro:
Não sou parvo nem romancista russo, aplicado,
E romantismo, sim, mas devagar...).
Sinto urna simpatia por essa gente toda,
Sobretudo quando não merece simpatia.
Sim, eu sou também vadio e pedinte,
E sou-o também por minha culpa.
Ser vadio e pedinte não é ser vadio e pedinte:
É estar ao lado da escala social,
É não ser adaptável às normas da vida,
Às normas reais ou sentimentais da vida —
Não ser Juiz do Supremo, empregado certo, prostituta,
Não ser pobre a valer, operário explorado,
Não ser doente de uma doença incurável,
Não ser sedento de justiça, ou capitão de cavalaria
Não ser, enfim, aquelas pessoas sociais dos novelistas
Que se fartam de letras porque têm razão para chorar lágrimas,
E se revoltam contra a vida social porque têm razão para isso supor.
Não: tudo menos ter razão!
Tudo menos importar-me com a humanidade!
Tudo menos ceder ao humanitarismo!
De que serve uma sensação se há uma razão exterior para ela?
Sim, ser vadio e pedinte, como eu sou,
Não é ser vadio e pedinte, o que é corrente:
É ser isolado na alma, e isso é que é ser vadio,
É ter que pedir aos dias que passem, e nos deixem, e isso é que é ser pedinte.
Tudo mais é estúpido como um Dostoievski ou um Gorki.
Tudo mais é ter fome ou não ter que vestir.
E, mesmo que isso aconteça, isso acontece a tanta gente
Que nem vale a pena ter pena da gente a quem isso acontece.
Sou vadio e pedinte a valer, isto é, no sentido translato,
E estou-me rebolando numa grande caridade por mim.
Coitado do Álvaro de Campos!
Tão isolado na vida! Tão deprimido nas sensações!
Coitado dele, enfiado na poltrona da sua melancolia!
Coitado dele, que com lágrimas (autênticas) nos olhos,
Deu hoje, num gesto largo, liberal e moscovita,
Tudo quanto tinha, na algibeira em que tinha pouco, àquele
Pobre que não era pobre, que tinha olhos
tristes por profissão.
Coitado do Álvaro de Campos, com quem ninguém se importa!
Coitado dele que tem tanta pena de si mesmo!
E, sim, coitado dele!
Mais coitado dele que de muitos que são vadios e vadiam,
Que são pedintes e pedem,
Porque a alma humana é um abismo.
Eu é que sei. Coitado dele!
Que bom poder-me revoltar num comício dentro da minha alma!
Mas até nem parvo sou!
Nem tenho a defesa de poder ter opiniões sociais.
Não tenho, mesmo, defesa nenhuma: sou lúcido.
Não me queiram converter a convicção: sou lúcido.
Já disse: Sou lúcido.
Nada de estéticas com coração: Sou lúcido.
Merda! Sou lúcido.

Flávia Eduarda • 4 anos atrás

Magnífico!

Eliseu Aparecido • 4 anos atrás

Belo poema!!

Nelson Dejanny • 5 anos atrás

Parabéns Carlos Willian por sua iniciativa construtiva e a favor da cultura
Coroai-me de Rosas - de Fernando Pessoa - Linda, Cantanda por Nelson Dejanny
https://www.youtube.com/wat...

Da Silva • 5 anos atrás

Estreitamos os reflexos nos arcos da inevitável compressão da caminhadura, lentamente até à obscuridade, e assim por vezes a vida coloca-nos na sombra mais profunda do contra-luz, e dá-nos mil beijos na perfeita escuridão cheia de silêncios que se adensam num aperto cada vez mais carregado de razões desconhecidas, dum tempo descompassado e cheio de desafinadas melodias, cantadas em madrugadas cinzentas, por pássaros tristes. Lugar cheio de nada, partidas e falsas partilhas. Mas terrível é a transparência de falsas virtudes aconchegadas em regaços carregados de nada. Foram falsas rosas outrora, agora espinhos que rasgam a carne opaca dos que não podem ser. - José da Silva

Marcos Vinicius • 5 anos atrás

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Daniela Machado • 5 anos atrás

Presságio

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

Flávio Maia • 5 anos atrás

Falta ainda o Passagem das Horas, que considero eu o maior dos poemas dele. Simplesmente arrebatador.

Mariana Zotto Schultz • 5 anos atrás

Eu acho tabacaria o melhor,
mas Passagem das Horas é realmente maravilhoso ^^

Francisco Lemos • 5 anos atrás

Liberdade

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

Meep • 6 anos atrás

Muito bom. Mas acho que faltou "Deixo ao cego e ao surdo"...

Cinthia Anhesini • 6 anos atrás

Maravilha, mas leiam essa! É de arrepiar!

“Eros e Psique” de Fernando Pessoa

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
Do além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa adormecida,
Se espera, dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado.
Ele dela é ignorado.
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino -
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E, vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora.

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão , e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia -

Lucio Siffert • 4 anos atrás

O melhor

Luis dos santos • 5 anos atrás

sensacional!

Luiz B. Augusto • 6 anos atrás

O fabuloso Pessoa e suas pessoas...

Nashi • 6 anos atrás

amei nossa esta de parabens!!

Jorge Rodrigues • 6 anos atrás

Excelente!

bernardo • 6 anos atrás

gostei

Camila Visconio • 6 anos atrás

Ele sabe traduzir em palavras os pensamentos que ainda nem saíram de nossas almas...

Luiz B. Augusto • 6 anos atrás

Você me fez lembrar Renato Russo: nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi.

WelBer Jardim • 6 anos atrás

Exatamente !

Hugo Tipple Berberian • 6 anos atrás

Uau, pelo visto voce também leva jeito pra coisa! haha

Josemar Josimo Sousa Rios • 6 anos atrás

Nem sei o que dizer. Aos lê me sinto purificado.

nacelio lucio • 6 anos atrás

é de outro mundo, divino são palavras onde o vácuo do silencio é instirgado...

Dayane Rodrigues • 6 anos atrás

divino!

itamara pimentel • 6 anos atrás

Adoro as poesias de Fernando Pessoa

alice • 6 anos atrás

lindo

ester serafim • 6 anos atrás

a poesia e uma maneira de nos encontrar, a saida em meio a dor e a solidao palavras que entram em nossa alma e pode mudar nosso coracao

Simone Cândido • 6 anos atrás

O poeta é um fingidor, ele finge tão completamente que chega a fingir que sente dor a dor que deveras sente...perfeito quando fala também que os que leem sentem-se bem, não da dor deles mas da dor que não tem....Grande Fernando Pessoa

Raul Ramos II • 6 anos atrás

Cierto, pero hay que tomar ventaja del instante intenso que, aun con vigor, logras poner palabras a lo que solo sientes en pensamientos, en pesarr, y alegria.

moema de almeida correa • 6 anos atrás

e incrivel o fernando pessoa ele teve uma vida tao triste na minha eu e mais 3 amigos estamos estudando ele e nesses poemas 2 falam muito de como foi a vida dele ele parecia ser uma pessoa muito triste quando ele perdeu a familia dele toda, e com nossos estudus, na escola, discubrimos q ele morreu por que a vida dele era tao triste que a maneira q ele encontrou para suportar isso foi a bebida [alcolica] e com isso ele morreu uma pena. mas temos que intender q ninguem vive para sempre ele sofreu muito na vida por ter perdido a familia dele e comisso ele foi um cara sofrido...!!!!#*.

Perdoe-me, Moema (com letra maiúscula). Procure estudar nossa maravilhosa língua portuguesa. Em seu texto não há pontos, vírgulas, acentos além dos erros de ortografia (exemplos "discubrimos", " intender") - enfim, quase ininteligível. Boa sorte nos estudos.

Ricardo Ferreira Filho • 4 anos atrás

Bobagem grande o que você diz sobre o texto da Moema. Procure você estudar um pouco mais de linguística e, em particular, de socio-linguística. Assim dirá menos asneira e deixará as pessoas se expressarem em paz. Moema, o que você disse é perfeitamente compreensível. Não escute opiniões condescendentes.

Cesar Augusto • 3 anos atrás

Perfeito!

Pedro Malheiros Rodrigues • 6 anos atrás

Lêr e voltar a Lêr, reLêr , nunca me canço de Pessoa , uma chama que não se apaga ...

luiz • 6 anos atrás

valeu