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Akita, excelente artigo, totalmente on-topic. Tenho certeza que o seu recado foi dado. Apenas lamento que aqueles que deveriam ler não serão influenciados, afinal, somos todos burros. Ele são os únicos inteligentes. E arrogantes.
Dr. @Mario, contundente, como sempre :-)
Concordo com tudo que disse. Meu artigo não é uma lição de Business, é apenas um artigo onde me dou ao luxo de liberdade literária, vamos dizer. Obviamente não é para ser levado como regra de negócio e sim como filosofia com único intuito de reflexão e não de execução.
Inclusive, é óbvio que colocar o filme do Larry Flynt não tem nada a ver com exaltar Larry Flynt :-)
Também já disse antes que o objetivo de uma empresa não é primariamente criar inovações, "fazer o bem" ou coisa assim, é puramente ganhar dinheiro. Existem muitas formas de se fazer isso e eu realmente não conheço todas. O ponto de reflexão é: você pode ser totalitário almejando o fim, porém isso é sustentável? Vale a pena ganhar agora arriscando perder na frente? Por outro lado, quem disse que vai perder na frente?
Também não acredito em administração new age ou coisa parecida e nem recomendo. No fim das contas, não existem "regras" para se dirigir um negócio. Existem "séries de decisões". Em retrospectiva é fácil dizer se foram certas ou erradas, mas no momento de tomá-las é difícil saber qual o resultado.
Por outro lado, muito do que se acerta ou erra tem mais a ver com sorte (ou azar) do que skills. Não custa tentar entender o que deu certo para tentar fazer de novo.
Especificamente em relação ao artigo, dado que você não é mais uma startup, dado que já se é uma empresa minimamente estável, sustentabilidade precisa ser uma preocupação. E nesse sentido existe outra preocupação: funcionários não são "recursos", quem tratar pessoas como burros de carga terá exatamente isso: burros. Até onde vai uma empresa de burros?
Enfim, só pensamentos num artigo inconsequente :-P
Oi Akita,
Creio que concordamos mais do que discordamos sobre os pontos em questão, o que é bom. =)
No entanto, eu só não concordo com o "inconseqüente" com o qual você qualifica seu próprio artigo. Seu blog é referência pra muita gente, especialmente o pessoal mais jovem.
Entendo que suas observações são direcionadas para o contexto de empresas maiores do que apenas startups, mas eu ainda acredito que existe muita confusão sobre as drásticas diferenças que existem entre a condição de uma empresa maior e uma startup, especialmente entre os mais jovens. Nem todo mundo diferencia bem.
Por isso tudo, como eu tinha mencionado no comentário anterior, meu receio é só o de que talvez mais alguns potenciais fundadores, co-fundadores ou "early members" de startups percam um pouquinho desse seu potencial ao lerem o seu artigo e acharem que aquilo vale também para as startups.
Tem muita gente tecnicamente boa aqui no Brasil. Uma proporção um pouco maior do que a presente poderia ser interessada em criar ou fazer parte de startups. ;)
Abraços!
A mágica é péssima mas o seu texto está impecável. Como é confortante ver que ainda existe pessoas que pensam no Brasil, que não são apenas gado bovino, idiotas úteis do PT que acham o Brasil o melhor país do mundo e os EUA o império do mal. Mais sobre isso no meu blog: http://www.opoderprimario.c...
grande parte da constituição americana foi baseada nos príncipios maçônicos, dado que, os idealizadores da liberdade americana eram todos maçons. Por isso que a questão da liberdade de expressão é tâo forte, pois ẽ um dos principios mater da maçonaria.
TFA
A meu ver, empresas são um tipo de agremiação através das quais produtos e serviços podem ser disponibilizados à população de forma prática, economicamente viável e segura com o propósito de se elevar a qualidade de vida de todos.
Sem elas não haveria luz elétrica barata e acessível, medicamentos, transporte, água encanada e até amenidades como TVs e água potável gelada durante o verão.
Pra mim, criar novas empresas, especialmente aquelas baseadas em inovação tecnológica voltada às massas, é um dos propósitos mais nobres a que se pode aspirar.
No entanto, para serem viáveis, as empresas precisam seguir implacavelmente o imperativo do lucro. Trata-se de algo inexorável e que precisa ser superado mês a mês, ano a ano, constantemente e sem trégua. Isso não pode ser evitado e ponto.
Empresas também precisam seguir ciclos de vida mais práticos do que aqueles associados às grandes revoluções da história da civilização e à criação de novas nações inteiras.
Os ciclos dessas últimas consomem décadas, vidas e têm resultados muito incertos. Enquanto a revolução numa colônia inglesa resultou na criação dos EUA, a revolução de 1917 na Rússia resultou na URSS.
Então as empresas precisam dar lucro (e não só isso, mas se manterem competitivas) e precisam seguir ciclos de vidas mais curtos e gerenciáveis do que o das grande revoluções da história da civilização ocidental (afinal, são "devices culturais" em que se baseiam a economia de uma nação).
É claro que ninguém cria empresas com o propósito de se tornar um tirano dentro do seu próprio universo. Seria ridículo acreditar nisso. É muito trabalho "só" pra isso.
No entanto, quando se é responsável por uma empresa e pelos destinos das pessoas que fazem parte dela, especialmente nas suas fases iniciais, é um desafio muito grande conciliar os desejos e expetactivas de todos os envolvidos (muitos dos quais simplesmente não enxergam o "big picture") e a saúde do projeto (se não em termos de lucros, como numa startup muito early stage, em termos estratégicos e de seu pontencial prático de sucesso).
Nesse cenário, não é fácil evitar medidas e comportamentos que, aos olhos dos demais, pareçam totalitários. Eu diria que é até inevitável.
Eu ainda estou pra ouvir falar da história de uma startup bem-sucedida sem "tiranos". No de caso de empresas maiores, pode até haver um clima de "kumbaya" bacana entre os funcionários abaixo da média gerência e isso pode render livros, artigos e teses sobre como as empresas precisam reiventar o seu RH.
Mas não se engane nem por um minuto em acreditar que essa é a realidade em que vive a alta gerência dessas empresas.
Isso não significa também que também não haja espaço para aperfeiçoamentos nesse sentido, mesmo nas startups, mas especialmente em grandes empresas. No entanto, principalmente em startups, isso requer muita serenidade e maturidade de todos os envolvidos, o que é raro, especialmente considerando-se sua pouca idade (na maioria dos casos) e o caldeirão de paixões e expectativas que os levaram a começar uma startup antes de mais nada.
Minha grande preocupação, entretanto, é o quanto o excesso de foco dado ultimamente aos aspectos de RH de empresas e startups (sim, bobagens como o "Rework" da 37signals inclusive) em detrimento de seus aspectos mais comerciais e estratégicos tem tido e continuará tendo sobre a atual geração de empreendedores potenciais, especialmente em nações em desenvolvimento que tanto precisam deles como o Brasil.
Temos hoje no Brasil uma geração tecnicamente capaz para criar uma verdadeira "renascença" de startups, mas é frustrante ver o quanto essa cultura do ego e de "bem-estar" (por muitos referida como cultura de geração Y) tem subvertido esse potencial.
Muitos dessa geração fazem parte do movimento Ruby e RubyOnRails então, mind your reponsability here, Akita-san. =)
Como provocação, eu encerro afirmando que, enquanto uma pessoa não tiver sido responsável pelo sucesso financeiro de uma empresa ou de uma de suas unidades (sucesso financeiro é o bottom line de medida de performande de uma empresa), nada do que ela disser a respeito de como gerenciar o RH delas tem muita validade. ;)
Muito fácil pregar o "amor ao próximo" sem um fluxo de caixa para gerenciar ou um board de diretores a quem responder.
Quem conseguir conciliar tudo com sucesso, especialmente numa startup, por favor, volte da montanha e nos relate a sua jornada. Mas não pode ser só papinho "inglês ver" a la "don't be evil".
Por fim, eu gostaria de saber como é a cultura dentro das organizações do senhor Larry Flint, cujas ações relatadas no filme mecionado foram motivadas por... lucro (não que haja qualquer coisa de errado nisso). =)
Excelente artigo e ótima referência ao filme da história do Flint - o vi duas vezes, separando o joio do trigo. E o trigo é da melhor qualidade, mudando a história da imprensa nos EUA e, por conseguinte, servindo de referência para outros países.
Muitas das distorções hoje verificadas, seja na organização de uma empresa ou de um país, cujos modelos ainda são predominantemente centralizados, decorrem exatamente disto: centralização, concentração. Nesse sentido, considerando a visuação mais clara da relação de causa e efeitos no Brasil, em relação ao volume de consequências - efeitos portanto - que nos afligem, desde a extorsão tributária até a extorsão de nossas melhores esperanças, incluindo os riscos éticos e morais no esgarçamento do tecido social, convido o articulista, bem como, aos leitores, seguramente uma agradável surpresa pela riqueza dos comentários expostos, para conhecerem o Instituto Federalista em www.if.org.br
Saudações Federalistas,
Thomas Korontai